Na manhã da última quarta feira (21), o diretor Roberto Casseb fez uma visita na APAT (Associação para Pesquisa e Assistência em Transplante). Na oportunidade, Casseb foi recebido pelo atual presidente Américo Genzini e pela gerente Administrativa, Andréa Teixeira Soares. Américo explicou os trabalhos realizados dentro da entidade, bem como mostrou toda a casa ao Jornalista, onde pessoas necessitadas são atendidas antes e depois de serem transplantadas.
Segundo informou Andrea, a Casa, que fica localizada na Avenida Lins de Vasconcelos, 351 - tem dois principais objetivos: a) Assistencial - através de apoio material, moral e psicológico às pessoas carentes de recursos, candidatas a transplantes e/ou transplantadas para continuidade do tratamento; b)Científico - Através do desenvolvimento de projeto de pesquisa, participação em eventos nacionais e internacionais e aquisição de conhecimentos no exterior, com estágios permanentes dos seus integrantes.
Sua criação deve-se a um grupo de médicos clínicos e cirurgiões de transplantes, componentes da Clínica HEPATO, que após verificarem que vários pacientes vindos de outras regiões do país, não conseguiam acesso ao tratamento pela dificuldade de se manter em São Paulo. O problema tornava-se fator limitante e, até, impeditivo.
A Casa funciona através dos pacientes inscritos na lista de Transplantes, quando se aproximam do primeiro lugar, são chamados a São Paulo sempre com acompanhantes e alojados na APAT, onde recebem abrigo, alimentação, assistência médica preventiva e assistência psicológica, até o momento da internação para o ato cirúrgico. Tal assistência é garantida aos pacientes após alta hospitalar, por período de 3 a 6 meses, até que reúnam condições para seu retorno. Além disso, os voluntários proporcionam atividades de profissionalização às acompanhantes, para que aprendam e desenvolvam meios de subsistência.
Sua capacidade está montada no limite de seu espaço físico, atualmente para 14 pacientes e 14 acompanhantes que se renovam continuamente, na medida em que vão sendo atendidos. Desde sua fundação, em 2004, passaram pela casa em média 150 pessoas ao ano que não tiveram qualquer tipo de ônus ou despesa.
Com recursos dos próprios médicos, colaboradores, entidades sociais, o Lions Aclimação é um grande colaborador, e eventos é que a APAT se mantêm. Segundo Andréia, a casa também aceita qualquer tipo de doação, mas a falta mesmo é de material de limpesa, pois a todo momento esses matérias são utilizados para higienização do local.
Outro fator colocado por seus dirigentes é que a casa necessita de voluntários.
A HEPATO tem sido responsável pela formação e desenvolvimento de vários serviços transplantadores do Brasil, além de participar de consideráveis pesquisas científicas. Deseja difundir, agora, responsabilidade social, estimulando a criação de novas unidades institucionais construídas a partir do modelo da Casa de Apoio da APAT, colaborando, assim, para o aumento do atendimento à grande parcela da população que necessita de assistência de alta complexidade, como é o caso do transplante, e que por motivos financeiros, abandona o tratamento.
Outras informações, bem como doações e trabalhos voluntários entrar em contato no telefone: 2548-3052, ou ir diretamente na Avenida Lins de Vasconcelos, 351 - Cambuci.