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Educação: ferramenta libertária para uma
nova visão econômica


Debalde seriam quaisquer lucubrações sobre desenvolvimento econômico sem a interpelação da educação como fator fundamental para tal fato.
No Brasil, a educação sempre fora pauta - e talvez sempre será – de projetos políticos partidários, demanda social e canal para fomentar o desenvolvimento econômico. Indagáveis são as formas em que suas bases foram fundadas, como seus reais objetivos foram planejados, se suas ferramentas de regulação são eficazes, bem como, a quais interesses atendiam suas diretrizes reais.
Na Bíblia, mais especificamente na carta escrita pelo Apóstolo Paulo aos Romanos, no capítulo 12, versículo 2, lê-se: “(...) e não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente (...)”. Tal trecho faz pensar em como o poder da informação é capaz de transformar o meio em que vivemos. Basta tão somente, obtermos o acesso a esta informação para que tudo o que era visto de uma forma imutável, torne-se obsoleto ou passível de transformação.
Desta forma, a educação permite ao indivíduo o poder de despir-se de uma ignorância dominadora, para projetar-se ao mundo, mais especificamente ao ambiente que lhe cerca, a fim de modificar por meio de uma mente renovada, as questões danosas em fatores quase inócuos.
O mesmo pode ocorrer no aspecto econômico. Promover a elucidação de fatos econômicos, capacitando o indivíduo para que este agregue uma nova visão empreendedora e melhore sua auto-estima, possibilita que tal se torne ícone fundamental em seu grupo social, para promulgar uma nova visão econômica. Nisto vemos a educação como ação libertadora.
Portanto, pode-se abordar a educação como ferramenta capaz de promover a liberdade do indivíduo, obtendo uma visão diferenciada sobre os malefícios provocados por um sistema econômico que demonstrou dificuldade em socializar sua riqueza econômica, social e educacional.
Assim, a educação pode ser aplicada como forma de promover a liberdade, como citado por um dos principais idealizadores deste conceito: Paulo Freire.
Surge então, uma nova forma de metodologia econômica, a Economia Social, com vistas a explanar como esta promove o indivíduo outrora subalterno e posteriormente, tomador de decisões, graças ao papel do educador como agente primordial neste processo.
Assim, convido-os a debaterem este assunto, tanto agora como nos artigos vindouros.

Wiliam Retamiro