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Sinduscon culpa construções irregulares

O presidente do Sinduscon (Sindicatto das Construtoras), Haruo Ishikawa, afirmou que as principais deficiências em segurança nas obras da capital são referentes a construções irregulares, que não cumprem todos os requisitos legais.
“Nós temos controle sobre essas obras e os sistemas de segurança obedecem os requisitos legais. O grande problema são essas construções ilegais, que são difíceis de controlar”, afirmou Ishikawa.
A respeito da obra na Rua Doutor Pacheco e Silva, no Pari, na Zona Leste da cidade, a construtora responsável é a Uati. O diretor da construtora, Marc Khori, apesar das críticas feitas pelo Sintracon, disse que procura seguir todas as normas de segurança.
“Nós sempre procuramos obedecer o que os representantes do sindicato pedem. Sobre as bandejas de madeira, eu considero que a obra mantém as estruturas bem seguras”, afirmou Khori.
A obra na Rua Doutor Carlos Guimarães, no Brás, na Zona Leste, é de responsabilidade da construtora Círcolo. A reportagem pediu o posicionamento sobre os problemas apontados pelo sindicato, mas não obteve resposta.
De acordo com o Sinduscon, em 2011 trabalhavam na construção civil da cidade 374,9 mil pessoas. Em 2010, esse número era de 349,7 mil. Segundo o sindicato das construtoras, esse aumento, de 7,2%, também contribuiu para o crescimento de acidentes no setor.
O MPT (Ministério Publico do Trabalho) afirmou que não possui números específicos sobre acidentes na construção civil, pois o sistema de cadastro não faz a separação sobre outras atividades profissionais.
O MPT disse também que, quando recebe uma denúncia, primeiramente precisa entrar em acordo com a construtora. Se não houver colaboração, são expedidas multas e abertas ação para inquéritos na Vara de Trabalho.


Vila Mariana tem obra tida como modelo

Como um exemplo positivo, o Sintracon apontou uma obra de um edifício residencial na Rua Arminda Fernandes de Almeida, na Vila Mariana, Zona Sul.
Vários itens de segurança estavam sendo cumpridos: extintores de incêndio perto de instalações elétricas; elevador com proteção adequada; bandejas com suporte de metal e revestimento para não cortar a tela; comunicação visual adequada, com diversos cartazes espalhados; e alojamentos com comodidade e higiene.
“Para economizar, muitas construtoras não seguem as normas e dão margem para acidentes graves, até com mortes”, disse Antonio de Sousa Ramalho, presidente do sindicato.
O Ministério Público do Trabalho conta com somente 18 fiscais na Grande São Paulo para fiscalizar todos os canteiros. Essa deficiência também é apontada como um dos fatores que impedem melhor solução do problema da segurança.

Plantas e flores acessíveis e ideais para a varanda

Ter um ambiente verde em casa é possível até para quem sofre com falta de espaço e tempo. Para tanto, o paisagista Marcos Brancher, da MbFlores, tradicional floricultura paulistana localizada no bairro do Morumbi, destaca algumas dicas de como criar um cantinho verde e aconchegante sem gastar muito, além das flores ideais para ambientes como varandas.
Segundo o especialista em paisagismo, o primeiro passo é escolher flores e plantas que possam se adaptar ao local no qual será criada a área verde, ou seja, se no espaço ventar muito, o ideal são plantas resistentes, como a Ixora, aspargo alfinete, azaléia elas não têm perfume, mas são bonitas e se adaptam tanto a locais ensolarados quanto a sombra.
Em varandas com bastante sol as mais indicadas são plantas como Ixora, Azaléia, Onze horas e Gerânio. Já para varandas sem muito sol, se desenvolvem melhor as plantas de meia sombra, como, por exemplo, Orquídeas phaleanopsis, Antúrio, Zamioculca, Lírio da paz, Scheflera e Begônia. A preocupação deve-se voltar também aos vasos e a terra. Segundo Marcos, o segredo é manter uma terra fértil, bem drenada e adubada.
“Passe neutrol no interior dos vasos, independente do material que são compostos, pois esta tinta impedirá que a umidade passe para o lado externo do vaso. Depois coloque a terra, mas não até a borda, deixe uma margem de dois centímetros. Pinte esses dois centímetros da parte superior do vaso com tinta látex fosca de cor clara. Depois do vaso pronto, para drenar a água coloque algum tipo de pedra para facilitar a saída de água do vaso. Se a água não sai do vaso, a raiz apodrece. Para dar um toque especial, ponha pedras brancas sobre a terra”, acrescenta o paisagista da MbFlores.
Para finalizar, o especialista em plantas e flores alerta que as plantas devem ser regadas em média a cada dois a três dias, porém com pouca água e sem encharcar o substrato. Nos vasos grandes de 50 cm de diâmetro por uns 50 cm de altura podem ser colocados dois copos de água. Já nos menores, um copinho é suficiente.