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Desktops vão ser irrelevantes em três anos

Uma coisa é certa: o Google não está exatamente confiante nas possibilidades a longo prazo para desktops convencionais ou laptops. Em relação às buscas online, os computadores tradicionais serão irrelevantes em três anos, segundo o vice-presidente de operações globais da empresa, John Herlihy.
Em discurso, a linha de pensamento do CEO da empresa, Eric Schmidt, que anunciou em fevereiro que o Google ia focar nas buscas móveis, não em desktops, e pediu para desenvolvedores de aplicativos fazerem o mesmo.
Em sua palestra no Mobile World Congress, em Barcelona, Schmidt apontou que as vendas globais de smartphones e outros dispositivos móveis crescem rapidamente e em breve vão superar as vendas de PCs convencionais.
Há poucas dúvidas de que os smartphones estão presentes no mundo inteiro. De acordo com um relatório recente da Organização das Nações Unidas (ONU), cerca de dois terços de toda a população mundial atualmente usa telefone celular, e a revolução dos dispositivos móveis ainda está no começo.
Mas isso significa que os desktops estão com os dias contados?
Certamente, o foco da estratégia do Google na computação em nuvem e na conectividade é visível em cada projeto da empresa, seja em aplicativos de produtividade online, como o Google Docs, ou na sua rede experimental de banda larga via fibra óptica.
Mas é mais provável que os PCs convencionais tenham uma vida mais longa e saudável do que o Google diz. Grandes desktops estão desaparecendo, obviamente, mas isso se deve a novos desenvolvimentos. Laptops menores, mais leves e com maior mobilidade vão ganhar espaço, exceto em lugares que precisam de processamento local máximo para energia e armazenamento.
Os smartphones são ótimos para muitas coisas, mas não são dispositivos para substituir desktops, seja em casa ou no escritório. Novos aparelhos, como o iPad e outros tablets similares, podem ser a ponte entre telefone e desktop. E laptops vão se tornar populares em países em desenvolvimento, principalmente com a queda no preço do aparelho.
Talvez um dia as categorias "smartphone" e "laptop" deixem de ser usadas e tudo seja chamado simplesmente de dispositivo móvel.

Como seria um mundo sem a Microsoft?

Esse é o tipo do exercício mental que atiça a curiosidade. Como seria a vida sem o Microsoft Windows? Para o pessoal do software livre e de código aberto, o sumiço do Windows - e, por consequência, o fim da hegemonia da Microsoft no mundo dos PCs - significaria uma espécie de renascimento para a tecnologia da informação. O software poderia finalmente estar livre das amarras corporativas que têm suprimido a inovação e usurpado o que há de melhor e mais brilhante nas pessoas.
Tal pensamento é incrivelmente crédulo, para dizer o mínimo. Em vez de liberar a tecnologia da informação (TI), o ocaso da Microsoft poderia jogar a indústria em um redemoinho apocalíptico de proporções bíblicas - não há lugar para visões hippies utópicas aqui. A saída de mercado da gigante de Redmond poderia causar um rompimento no cenário computacional de hoje, e questões como compatibilidade e interoperabilidade voltariam a um tipo de caos no estilo do Velho Oeste, algo nunca visto desde os tempos das três grandes do DOS: Lotus, WordPerfect e Ashton-Tate.
Não vá acreditar que a web iria de alguma forma preencher o vazio causado pelo fim do Windows. Apesar de o Google ter um bom discurso sobre a suplantação de modelos tradicionais de computação por um paradigma centrado na web, a verdade é que o pessoal de Mountain View não é menos sinistro quando se trata de planos grandiosos para dominar o mundo. A ascensão do Google - ou de qualquer competidor com presença dominante no mundo da cloud computing - deveria ser percebida como uma ameaça potencial à independência da TI. Como diz o ditado, nunca ponha todos os seus ovos de TI na cesta de um único fornecedor.

Mas vale ponderar as implicações de um mundo sem aquele logotipo brilhante e colorido do Windows. Um mundo onde os padrões são efêmeros e onde a criatividade e a inovação circulam de forma selvagem e desenfreada. Aqui, apresentaremos a visão da vida sem o Windows.